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Soltas de Albergaria.

por alho_politicamente_incorreto, em 25.10.16

 

A tesoureira da Junta de Freguesia da Branca, Cristina Valente, demitiu-se. Ponto prévio em nome da lealdade e respeito devidos aos prezados leitores: considero-me amigo do atual presidente daquela autarquia, Carlos Coelho. Desde a infância e oriundos do mesmo bairro. Contudo, o caso que já vai fazendo correr tinta e suscitando polémica em múltiplas redes sociais requer apertado escrutínio e o cabal esclarecimento dos factos, para já, conhecidos. Não me considero na posse de toda a informação relevante para emitir uma opinião consistente pelo que não correrei o risco de dar palpites sobre matéria que desconheço na sua integralidade. O que a situação ora criada exige é que, no fim, não reste a mais ténue sombra de dúvida, a mais ligeira suspeição sobre quem efetivamente fez o quê. Os cidadãos merecem – e têm o direito – de saber a verdade. Toda a verdade.

 

Sob o ponto de vista exclusivamente político, o caso acontece no pior momento na ótica de quem é visado, a poucos meses de novo sufrágio eleitoral, podendo acarretar danos dificilmente reparáveis. A ver vamos o que o futuro próximo nos reservará.

 

Mercado Municipal em obras. A primeira fase da empreitada obrigou a alterações nos espaços de venda, mormente na colocação de uma tenda para os produtos frescos, junto ao Bairro das Lameirinhas. Uma opção, no mínimo, discutível pelos constrangimentos que coloca em matéria de estacionamento. Estima-se que, em janeiro, esteja concluída esta primeira de três intervenções. No caso concreto, mais do que alimentar a legítima expectativa de o novo equipamento significar uma vantagem para a coletividade albergariense, tenho a firme certeza que a obra se fará no prazo estipulado. Porquê? It’s just a guess…

 

Destaque para a Câmara Municipal e o Gabinete de Inserção Profissional que, em articulação com o Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha, integrou duas jovens da nossa terra com deficiência e incapacidade em duas unidades de ensino dos agrupamentos de escolas de Albergaria e da Branca. Em razão da candidatura da edilidade a um Contrato de Emprego-Inserção+ do IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional, dirigida a pessoas com deficiência e incapacidade, este cometimento poderá ser, simultaneamente, um exemplo e um estímulo credíveis à integração profissional de pessoas com deficiência e incapacidade. Por isso, aqui fica, neste domínio em concreto, o justo reconhecimento à ação da Vereadora Catarina Mendes.   

JMA

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Guterres e os portugueses.

por alho_politicamente_incorreto, em 23.10.16

Depois de, na sexta votação, não ter recebido qualquer “chumbo” dos cinco estados com poder de veto, António Guterres foi eleito o próximo secretário-geral da ONU. Já intitulado «a lenda do génio diplomático», espera-se muito deste novo o árbitro do mundo até porque, como muito bem vincou o 2º secretário-geral da ONU (1953-1961), Dag Hammasskjold: «Este cargo não foi criado para levar a Humanidade ao paraíso, mas para a livrar do inferno.» Portugal está de parabéns por ter um dos seus melhores em tão determinante arena política.

 

Daí que continue a fazer sentido acreditar em Portugal e nos portugueses com aquela mesma intensidade que justifica a urgência de nos repensarmos. Sob pena de, de como antecipou Miguel Torga – “Diário XIII”: «Apenas se pode temer que no aconchego dos salões, sem a penúria, a incultura e a injustiça que clamam pelo país fora diante dos olhos, nos fique uma visão paradisíaca do que sabemos ser um purgatório.»

 

Um purgatório muito tuga ou, conforme batismo de Pedro Bingre do Amaral, uma outra versão d’“o capitalismo português” assim descrito: «Tens uma vaca. A CEE oferece-te outra. Mais tarde a UE impõe quotas de produtividade e impede-te de exportar leite, mas em contrapartida co-financia a construção de uma central leiteira, a qual nunca é usada. Para pagar a comparticipação, pedes empréstimo a um banco germânico. Para saldar a dívida vendes as vacas ao Estado Chinês. Por fim emigras para França, onde te dedicas à ordenha.»

José Manuel Alho

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Soltas, em outubro.

por alho_politicamente_incorreto, em 10.10.16

Dos modos nascem possibilidades

Por José Manuel Alho

 

O Dia da Freguesia. No passado dia 24, Albergaria-a-Velha e Valmaior celebraram o seu dia com um bem conseguido leque de iniciativas que envolveram muitos populares. Além dos momentos musicais que preencheram o evento, destaque para a Feira de Artesanato realizada no parque de lazer em Valmaior, numa organização que logrou reunir mais de quarenta expositores.

 

1.ª edição do Mi. Destaque para o Festival de Música e Criatividade Infantil de Albergaria-a-Velha, uma feliz iniciativa ponderada para os mais novos. O SAC – Serviço de Aprendizagem Criativa do Município de Albergaria-a-Velha, querendo associar-se aos festejos do Dia Internacional da Música, inova uma vez mais quando aposta «na fruição da Cultura desde a infância, numa lógica de criação de novos públicos para as artes performativas». Em complemento, uma referência elogiosa para a ideia de criar o «Passe Mi», a preço acessível, que possibilita o ingresso em todos os espetáculos, com exceção das sessões “ZYG” - um conjunto de apresentações para bebés da Companhia de Música Teatral com o mesmo nome.

 

... mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

 

DOS MODOS NASCEM COISAS – Festival de Fazedores de Arte. Um sublinhado muito especial para este festival para miúdos e graúdos, de entrada livre, assegurado pela associação cultural AlbergAR-TE. Uma lufada de ar fresco que contagiou a Praça Alameda 5 de Outubro, bafejada por múltiplas ofertas distribuídas pela principal sala de visitas do centro cívico da cidade. A somar às barraquinhas e aos workshops, relevo muito particular para a invejável panóplia de concertos musicais que subiram aos diferentes palcos que animaram a segunda edição deste meritório cartaz.

 

Durão Barroso, esse mártir para sempre injustiçado, veio lamentar-se do tratamento que lhe têm dispensado a opinião pública e a esmagadora maioria da classe política. Para separar as águas, apressou-se a garantir que, para alívio dos ignorantes, a Goldman Sachs não é nenhum cartel de droga. De droga não o é, embora o dinheiro seja um vício na origem das mais perversas dependências. Mas que não deixará de ser um cartel, que gera e alimenta distorções a uma escala global, ninguém duvidará. Assim, de repente, todos nos lembramos do papel da Goldman Sachs no desastre financeiro de 2008 e na desgraça da Grécia…

 

A troika em tribunal? Uma ação intentada por cipriotas no Tribunal de Justiça da União Europeia, pretendendo que a troika fosse condenada pela decisão de obrigar os depositantes a pagar parte do buraco dos bancos do país, abriu a porta à responsabilização dos que impuseram políticas e opções iníquas. O Tribunal não deu provimento à queixa mas admitiu que os cidadãos europeus têm direito de processar a troika — ou as instituições da UE que a integram, como o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia. Mais, o Tribunal esclareceu que a Comissão e o BCE está obrigada a respeitar a Carta dos Direitos Fundamentais mesmo quando exercício de funções sob a alçada de tratados extra-UE, referindo o caso do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) e do Tratado Orçamental. No entanto, sejamos pragmáticos: não será fácil levar casos individuais a tribunal, prová-los e ganhá-los. Ainda assim, com um caso bem fundamentado, que demonstre a gravidade dos danos infligidos em consequência de medidas inscritas no famoso memorando, muitos concidadãos poderão vir a ser ressarcidos das perdas acumuladas.

 

Por fim, em jeito de reflexão final, obviamente despretensiosa, deixo-vos com a leveza sábia de Carlos Drummond de Andrade: «A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.»

José Manuel Alho

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